Escavações no centro de Belém resgatam tesouros arqueológicos da cidade

Redação Por: Redação

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Publicado em 26/10/2020 10:12h

Escavações no centro de Belém resgatam tesouros arqueológicos da cidade

Foto reprodução: O Liberal. 

O filósofo e político romano Cícero disse que “a História é testemunha do passado, luz da verdade e mestre da vida”, e foi justamente a pesquisa e preservação histórica que permitiram que essa frase, dita por um pensador que viveu cem anos antes de Cristo, atravessasse os milênios e chegassem até nós.

É esse resgate do passado que a equipe de arqueólogas que trabalha nas escavações no Centro de Belém vem executando, tirando da terra aquilo que já foi o cotidiano de pessoas que viveram nessa terra muito antes dos atuais belenenses. 

As obras de drenagem e calçamento vêm sendo executadas atualmente pela Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) no trecho de esquina da rua Conselheiro João Alfredo com a avenida Portugal. Quem passa por ali, repara logo o canteiro de obras, mas o contêiner onde funciona um laboratório pode passar despercebido.

É naquele espaço que trabalham as arqueólogas Amanda Seabra, Taynara Nascimento e Gabriela Maurity. Por se tratar de um centro histórico e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o ponto da área comercial de Belém conta com essa curadoria que garante a preservação da história do local.

"Encontramos muita cerâmica, louça, vidro, e material construtivo. Essa é uma região que já foi muito modificada desde seu início, por se tratar inicialmente da área do Igarapé Piri, que na formação de Belém, separava a ‘Cidade’ da ‘Campina’", conta a coordenadora do acompanhamento arqueológico, Amanda Seabra. Segundo ela, as escavações mostram que os desafios que Belém enfrenta até hoje vêm de séculos atrás, como o já conhecido problema dos alagamentos.

Vigilância garante proteção do patrimônio cultural

O acompanhamento arqueológico em meio a uma obra de saneamento no movimentado centro de compras de uma capital é trabalhoso e cuidadoso, envolvendo várias etapas. Após a escavação, onde as profissionais acompanham a abertura das canaletas, o material arqueológico que começa a aparecer a partir de um metro de profundidade é retirado, lavado e vai ao laboratório. Lá, é feito o restante da limpeza, a numeração e a análise e, por fim, um relatório sobre os achados e elaborado para o Iphan.

De acordo com o Iphan, Belém é conhecida pelo seu potencial arqueológico de sítios históricos datados a partir da chegada do colonizador europeu, registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto. A fiscalização dessas escavações ocorre com base na Constituição Federal, na qual se destaca a vigilância na proteção do Patrimônio Cultural. 

As arqueólogas contam que os mais de dois mil fragmentos encontrados até o momento serão levados para o Museu de Arte de Belém (MAB), já que por ser patrimônio da União, eles devem ser guardados em uma instituição de Guarda e Pesquisa. No MAB, os achados serão analisados, estudados e, se possível, usados em futuras exposições. A equipe conta que, além da pesquisa, é preciso divulgar essa produção científica e, para isso, foi criado o perfil no Instagram @arqueologiabelem, que compartilha com o público as descobertas feitas e fala sobre o trabalho arqueológico em geral.

Com informações: O Liberal. 

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